Pergunte Aqui – Glicol

A leitora Rose Mary enviou sua dúvida para nós:

 

”Boa tarde,

Quando vou utilizar o propilenoglicol como fluido secundário para resfriamento (fluido primário amônia) de um fluido de processo, o investimento seria um novo trocador de calor e uma bomba de circulação, deve considerar tb um vaso para armazenamento do propilenoglicol? Quando tiver que fazer uma manutenção na bomba, posso deixar o produto preso na linha ou é melhor armazenar num vaso?”

 

Equipe Resfriando responde:

FUNCIONAMENTO DO SISTEMA

O sistema é formado por um grupo resfriador de líquido (chiller com fluído refrigerante R22, R404, R717, etc…) que resfria a solução em água de produto anti-congelante capaz de manter-se no estado líquido em baixas temperaturas. A solução circula através da rede de distribuição, impulsionada por uma moto-bomba centrífuga, desde a central até os expositores e câmaras. A temperatura necessária para a conservação dos produtos é garantida através de um adequado balanceamento entre os níveis de temperatura do fluído intermediário e a superfície de troca térmica das serpentinas.

Uma vez que a distribuição do “frio” fica simplificada, todos os cuidados de operação e controle, ficam restritos à central térmica.

pergunteaqui

 

LEGENDA DO PROJETO

1 – Grupo resfriador de líquido

2 – Torre de arrefecimento d’água

3 – Bomba de  fluido intermediário

4 – Bomba de compensação

5 – Vaso de expansão

6 – Expositores e/ou câmaras

7 – Válvulas para degelo (somente em baixa temperatura)

 

DESCRIÇÃO DO SISTEMA

Usualmente, as instalações de média temperatura para supermercados empregam a expansão direta de R-22. Devido a dificuldade de estabilizar a pressão deste refrigerante, opera-se normalmente com grandes diferenças de temperatura entre a evaporação na serpentina e o condicionamento do produto. Com isto, é preciso controlar a temperatura nos pontos de consumo de frio, e ocorrem formações de gelo nas serpentinas.

Com a utilização de um fluído intermediário, mantendo-se as serpentinas com a mesma área de troca térmica, em relação ao sistema com expansão direta, obtém-se um controle de temperatura mais preciso, o que permite operar com temperatura de fluído na serpentina em torno de –7oC. No entanto, permanece a necessidade de controle de temperatura nos expositores e câmaras, e de operações rotineiras para degelo nas serpentinas. Entretanto, com o adequado dimensionamento das serpentinas e do fluxo de fluído intermediário, é possível garantir as temperaturas necessárias para o condicionamento dos produtos, sem que haja necessidade de controlar a temperatura nos expositores e câmaras ou interrupções para degelo.

 

O sistema tamém proporciona outras vantagens importantes como:

 

Elevação da temperatura de evaporação no regime de operação;

Redução da carga térmica, devido a não formação de gelo nos tubos e aletamento das serpentinas;

Maior coeficiente interno de troca de calor, que resulta num coeficiente global também maior;

Fluxo de temperatura em contra corrente perfeita;

Melhor desempenho do trocador, já que a distribuição da troca térmica na serpentina é mais eficiente e de melhor distribuição em sistemas líquido x ar do que em sistemas líquido/vapor x ar;

Otimização do super-aquecimento.

 

QUANTO AS DÚVIDAS

O investimento seria um novo trocador de calor e uma bomba de circulação.

Resposta: (Vide legenda acima)

 

Deve considerar tb um vaso para armazenamento do propilenoglicol?

Resposta: (Vide legenda acima)

 

Manutenção da bomba de recirculação, posso deixar o produto preso na linha ou é melhor armazenar num vaso?

Resposta:  Geralmente a manutenção da bomba de recirculação é feira por com o sistema em operação, pois usualmente nesta modalidade de instalação os projetistas optam pela instalação de duas bombas de recirculação que são instaladas em paralelo – as mesmas operam em sistema de revezamento.

 

Você tem alguma dúvida sobre refrigeração? Mande um seu nome e cidade para este email e responderemos: resfriando@resfriando.com.br

 

Obrigado.